Há algum tempo estou querendo escrever aqui! Como o tema do momento é Natal, lembrei de algumas coisas que se passaram na minha infância e um pouquinho depois também.
Quem é de Curitiba e tem mais de 25 anos (pelo menos), deve lembrar da rua Barão do Rio Branco e o trenó que a loja Hermes Macedo montava de uma lado ao outro da rua formando um portal. Era a sensação da criançada. Lembro que sempre pedia para os meus pais me levarem lá para ver (levavam, mas era muito raro, isso traumatizou!! rs.) Dentro da loja, era montado uma “minicidade” com um presépio dentro dela. Os bonequinhos se mexiam, tinha fonte com moinho, os carrinhos se movimentavam... eu, e todas as outras crianças, acreditávamos que eram “pessoinhas” de verdade. Dava uma vontade de ter um daqueles em casa... . Infelizmente a loja foi diminuindo aos poucos e acabou fechando!
Mais tarde o banco Bamerindus, aquele da musiquinha: “A vida passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa...” acho que essa música não foi muito profética, rsrsrs, restaurou o Palácio Avenida e começou a fazer apresentações natalinas. Quando o banco faliu (parece que é só resolver fazer um evento de natal e a empresa vai para o buraco!!) foi vendido para o HSBC, todo mundo lamentou pelo fim das apresentações. Mas o HSBC retomou os autos de natal e eles continuam firmes até hoje. Inclusive o banco, esse teve mais sorte!
Com o passar dos anos a cidade começou a se animar com o natal e com a facilidade de comprar luzinhas pisca-pisca em lojas de R$1,99. Nesse momento o Advento Cristão (as quatro semanas que antecedem o natal) passou a ser também o Advento deste tipo de comércio. Era uma competição para ver qual casa era mais iluminada. Tinha umas que pareciam boate e se não se cuidasse, você entrava e perguntava qual era a banda que ia tocar e quanto era o couvert (se bem que algumas casas chegavam a cobrar, mas a banda que é bom...).
Hoje, percebo que o pessoal está mais desanimado, inclusive eu. Não tem mais luzes pisca-pisca nas casas e nas ruas e com isso, as pessoas não saem mais a noite para ver os enfeites. Esse “tour” dava vida à cidade. As pessoas se encontravam, os que já se conheciam matavam as saudades e os que não, faziam mais amigos, comentavam se tinham gostado ou não das decorações e trocavam informações onde tinham outros “points” natalinos!
Porque será que uma data como essa, que antes era tão esperada pelas crianças e pelos adultos, hoje passa tão rápido e como se fosse um feriado qualquer? Será que nos deixamos levar pelo consumismo desenfreado e aos poucos fomos perdendo a sensibilidade?
Tentando fazer renascer o espírito de natal queria deixar uma mensagem para todos os meus amigos (os “seguidores”, aqueles que lêem as besteirinhas escritas por mim e em forma de energia, para aqueles que nem sabe que isso aqui existe, rs). Quero que vocês sintam, nesse momento, a melhor sensação que já tiveram em toda a sua existência. Não precisa ter sido no natal, mas em qualquer momento e por qualquer circunstância de suas vidas. Desejo que no decorrer de 2.010, quando alguma coisa ruim acontecer ou vocês passarem por algum momento difícil, respirem fundo e lembrem desta sensação. Esse é o presente que cada um pode dar para a pessoa mais importante do mundo: VOCÊ!
oh happy day!
2 semanas atrás








